EDUCAÇÃO ESPÍRITA
As idéias mestras da educação espírita têm
origem na tradição ocidental, que vem desde Sócrates e
Platão, passando por Comenius, Rousseau, Pestalozzi, antecessores diretos
de Kardec, que solidificou esses princípios, evidenciando a existência
do espírito e as suas múltiplas vidas.
O espiritismo entende a finalidade da vida humana como um processo educativo.
Existimos, fomos lançados simples e ignorantes no universo para atingir
a perfeição.
A proposta da educação espírita não é ensinar
espiritismo. Não se trata de fazer proselitismo, pois deve ser uma pedagogia
aplicável a qualquer ser humano, de qualquer tendência filosófica
e religiosa. É uma educação que vê o homem como um
ser espiritual livre e transcendente que deve usar sua razão para construir
o seu ser e para conquistar a sua moralidade. É uma abordagem nova da
educação humana e não um movimento sectário, autoritário
e centralizado em alguma pessoa ou instituição. Todos podem se
embeber de seus princípios e praticá-los livremente.
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PRINCÍPIOS DA EDUCAÇÃO ESPÍRITA
- Liberdade: em qualquer processo
educativo, estamos lidando com um ser livre, que deve aderir voluntariamente
ao convite de evolução que lhe propomos.
- Ação: o indivíduo
só aprende, agindo, experimentando, ensaiando (inclusive errando).
É na ação que o ser desenvolve suas potencialidades.
- Amor: o que deflagra todo
o processo evolutivo é a lei de amor, presente em todas as criaturas.
A relação educativa deve ser de amor, pois só o amor
toca as fibras divinas da alma e desperta a vontade de evolução.
FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO ESPÍRITA
- Somos seres interexistenciais – temos uma dimensão espiritual.
- A criança é um ser reencarnado.
- A vida é um aprendizado permanente, rumo à perfeição.
- O objetivo da existência é o desabrochar dos germens divinos
da alma.
- O processo de educação é sempre um processo de auto-educação.
- A função do educador é despertar, sem imposição,
o impulso de auto-educação do educando. Para isso, deve possuir
grande afetividade, princípios éticos fortes e extremo respeito
pela individualidade do educando.
A ESCOLA
Na era da informática, do cinema e da televisão, a escola continua
antiga e passiva, com aulas de 50 minutos com conhecimentos fragmentados. Enquanto
os educandos ficarem sentados, passivos, apenas ouvindo falar de coisas que
não sabem de onde vem, para que servem e nem se algum dia vão
usar; a escola estará formando pessoas sem iniciativa, sem espírito
crítico e sem possibilidade de mudar o mundo.
É preciso uma escola muito mais ativa e dinâmica, que respeite
a inteligência, mas também que saiba que a criança é
um ser reencarnado e que a finalidade da sua educação não
é apenas moldá-la para o mercado de trabalho, mas para a sua realização
humana e para a sua transcendência.
Uma escola baseada em projetos interdisciplinares, onde o educando escolha
as áreas que deseja desenvolver. Sem conteúdo pronto para ser
cobrado nas provas e sim projetos coletivos. Com salas, ou casas ambiente, nas
quais os educandos escolhem os projetos que vão fazer. Projetos esses
com começo, meio e fim. E o fim não sendo uma prova de conhecimento,
mas uma produção (peça de teatro, livro, relatório,
maquete, viagem, etc.). Os educandos ativamente pesquisando, montando multimídias,
fazendo filmagens e entrevistas. Enfim, uma escola totalmente voltada para estimular
o desenvolvimento das diversas potencialidades do ser.
A FAMÍLIA
A relação dos pais com as crianças deve ser primeiro de
amor, atenção, observação e diálogo. Isso
não se tem hoje. Passamos de um modelo antigo autoritário para
o modelo indiferentista. Nenhum dos dois é educacional. Educação
significa ter trabalho com o outro, se empenhar pelo outro, dar atenção
ao outro. Isso deve ser feito em clima de diálogo e liberdade com a presença
constante dos pais.